A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+) decidiram este domingo continuar a aplicar um corte na produção de petróleo em 2023, uma medida que defendeu ser “necessária e correcta”.
Em comunicado, a aliança que integra a Rússia, reiterou que a redução da produção para dois milhões de barris diários que foi anunciada em 05 de Outubro, é uma medida “necessária e correcta”, lembrando que esta decisão se prende com “questões de mercado”.
Os ministros dos 23 países que compõem a OPEP+ agendaram também uma conferência para 04 de Junho de 2023. Manifestaram a sua disponibilidade para se necessário, adoptar “medidas adicionais imediatas”.
A Opep+ argumentou que cortou a produção por causa de uma perspectiva econômica mais fraca. Os preços do petróleo têm recuado desde Outubro devido ao crescimento mais lento na China e no mundo e às taxas de juros mais altas, levando a especulações do mercado de que o grupo poderia cortar a produção novamente.
Na declaração de Cooperação na 33ª Reunião Ministerial da OPEP+ em 5 de Outubro de 2022, que foi puramente motivada por considerações de mercado e reconhecida em retrospecto pelos participantes do mercado têm sido o curso de acção necessário e correcto para estabilizar os mercados globais de petróleo.
Brent em baixa
A cotação do barril de petróleo Brent, referência para as exportações angolanas para entrega em Fevereiro inicia a sessão de hoje no mercado de futuros de Londres em baixa de 1,45 por cento para os 85,62 dólares.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, concluiu a sessão no International Exchange Futures a cotar 1,26 dólares abaixo dos 86,88 com que fechou as transacções na quinta-feira.
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