Morreu Salif Keita, primeiro vencedor da Bola de Ouro africana

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A morte do primeiro Futebolista Africano do Ano foi anunciada pelo governo do Mali. Em três épocas ao serviço do Sporting, clube ao qual chegou em 1976, vindo do Valência, marcou 33 golos.

Salif Keita jogou no Sporting ao lado de Jordão e Manuel Fernandes, entre outros, ganhando uma Taça de Portugal e apontando 33 golos em três anos.

 

O antigo avançado maliano Salif Keita, ex-Sporting e primeiro futebolista a receber a Bola de Ouro africana, em 1970, morreu aos 76 anos, anunciou o Governo do Mali. Segundo o ministério do Desporto maliano, citada pela agência noticiosa AFP, a antiga glória do futebol africano, também conhecido como “Domingo”, morreu este sábado, algo confirmado também por um dos clubes que representou, o Saint-Étienne.

Abdoul Fomba, ministro do desporto, declarou que o futebol daquele país “envia as condolências à família mas também a toda a nação maliana”. “A ‘Pantera Negra’ morreu e levou com ele uma parte do nosso clube”, escreveu aquela formação francesa, na rede social ‘X’ (antigo Twitter).

 

Também com uma mensagem nas redes sociais, o clube de Alvalade despediu-se do seu antigo futebolista, deixando condolências à família e agradecendo pelos anos em que Keita vestiu a camisola verde e branca. “O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu pesar pela morte de Salif Keita, antigo avançado maliano que chegou ao Clube em 1976 e jogou de Leão ao peito durante três temporadas. Aos familiares e amigos, as mais sentidas condolências, não deixando de enaltecer e agradecer os anos de dedicação e devoção ao Clube”, escreveram os leões.

Nascido em Bamaco, em 1946, Keita tornou-se um ícone do futebol de África e em França, a que chegou após uma atribulada saída do Mali, cujo Governo recusava a sua saída, e do Real Bamako, para se juntar ao Saint-Étienne.

Conseguiu três títulos seguidos de campeão de França nos les verts, com 71 golos marcados nas últimas temporadas naquele emblema, 42 só na época 1970/71, após ter recebido o primeiro prémio de Futebolista Africano do Ano, em 1970.

Mudou-se para o Marselha em 1972, mas o clube queria naturalizá-lo francês, o que recusou, saindo para o Valência, em Espanha, país em que enfrentou racismo por parte dos jornais desportivos.

A “pérola negra do Mali”, como ficou mais tarde conhecido, marcou também o emblema che e deixou o clube em 1976, para o Sporting, jogando em Lisboa ao lado de Jordão e Manuel Fernandes, entre outros, ganhando uma Taça de Portugal e apontando 33 golos em três anos.

Foi finalista vencido da Taça das Nações Africanas de 1972, presidiu à Federação Maliana de Futebol, esteve envolvido com o governo do seu país e foi votado um dos melhores africanos do último meio século pela Confederação Africana de Futebol.

O talento para o futebol passou também para os sobrinhos, com Seydou Keita parte da equipa do FC Barcelona que venceu tudo com Pep Guardiola, Mohamed Sissoko a jogar no Valência, Liverpool ou Juventus, e Sidi Yaya Keita no Lens.

Observador

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